Quem é insubstituível?
- Gustavo Sette
- 3 de jun. de 2024
- 1 min de leitura
Steve Jobs, Bill Gates e Sam Walton não eram…
A Microsoft está na capa da Fortune 500. Sob a liderança de Satya Nadella nos últimos 10 anos, o valor da empresa cresceu aproximadamente 10 vezes. Algo semelhante aconteceu com a Apple após a morte de Steve Jobs.
A edição também destaca o Walmart, a maior empresa do mundo em vendas, cujo CEO está no cargo há uma década. Desde a saída do fundador em 1988, nenhum CEO da empresa foi membro da família Walton.
Mesmo assim, escutamos toda semana empresários veteranos afirmando que suas empresas não sobreviveriam sem eles.
Isso pode até ser verdade, mas pelos motivos errados.
Não é apenas porque são brilhantes e apaixonados, mas principalmente porque construíram empresas que dependem deles para prosperar.
Essas empresas não criam líderes, mas sim dependentes. O problema que vejo rotineiramente com sucessores quando chegam na mentoria é perceberem isso muito tarde, quando já há menos tempo e muito a perder caso decidam sair para fazer algo com mais sentido. Geralmente, tem saída, mas cada caso é um caso.
Será que vale a pena trabalhar e investir seu tempo em uma empresa que não fomenta o desenvolvimento de novos líderes, mas sim a dependência e o endeusamento de figuras centrais, sem prazo de saída?

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